segunda-feira, 23 de junho de 2014

Relatório de exploração de Ambientes Virtuais de Aprendizagem

No âmbito da disciplina de Ambientes Virtuais de Aprendizagem foi-me pedido que fizesse uma exploração de alguns AVA. Este relatório é um resumo das conclusões a que cheguei.

As plataformas de LSM  (learning management system) são sistemas de gestão de aprendizagem que permitem armazenar, distribuir e gerir conteúdos de aprendizagem. 

O Moodle é uma das plataformas LSM mais conhecidas. Provavelmente todos nós educadores e alunos já o utilizámos, visto estar instalado e ser utilizado na maior parte dos estabelecimentos de ensino do nosso país. 
A sua utilização, do ponto de vista dos estudantes, é bastante intuitiva com a vantagem de ser em Português. Para os docentes tem várias vantagens, por exemplo: é possível carregar vários ficheiros que ficam ocultos (assim como tópicos de aulas) e que vão sendo desocultados consoante os nossos desejos, ficando de curso para curso, ano para ano, turma para turma. Faz o registo de todas as entradas, podendo o docente saber quem e quando acedeu aos documentos, todas as entradas ficam registadas. Tem a possibilidade de abrir vários fóruns (recebendo os intervenientes as notificações por email), chat, troca de mensagens.
É possível fazer testes e quiz com avaliação (desde que se coloque a correção do mesmo). tem diversas grelhas para avaliar as intervenções dos alunos.
Parece-me que a nova versão do moodle é esteticamente mais atrativa do que a anterior mas (neste caso como aluna) mais confusa do que a anterior, no entanto, esta "sensação" pode derivar apenas do hábito.

Schology
Facebook + Moodle = Schology
Esta plataforma foi uma surpresa para mim e a impressão que tive foi que o Moodle se tinha juntado ao Facebook e daí ter surgido esta plataforma. A sua página inicial parece o feed de notícias do Facebook  mas as suas potencialidades são idênticas ao do Moodle. Permite criar cursos, convidar alunos, criar e gerir conteúdos e avaliar os alunos.
Depois de criar uma conta, foi-me pedido que criasse o meu perfil. Temos constante acesso ao nosso registo de atividade. Podemos aceder a recursos que estejam na plataforma e instalar apps com ferramentas bastante interessantes no domínio educacional como a KhanAcademy mas também apps como o Google Drive ou Dropbox. Tal como o Moodle permite a troca de mensagens e notificações por email.
É uma excelente escolha para quem quer criar um curso online e parece-me que dá mais autonomia e liberdade do que o Moodle, visto ser uma plataforma muito intuitiva e fácil de utilizar. Fiquei fã e com vontade de utilizar.

GoogleSites
A Google é um mundo dentro da rede e dentro de todas as possibilidades que oferece temos a criação de sites.
Entrando no google.sites e de forma muito clara (e semelhante a do Blogger) podemos criar a nossa conta e o nosso site. Foi o que eu fiz, em poucos minutos tinha criado uma página à qual só faltava mesmo o conteúdo mas que ficará para o trabalho final do mestrado, para ser original, dei-lhe o mesmo título deste blogue!!!
O site tem a capacidade de 10 gb de armazenamento, permite aceder e partilhar informação, tudo num ambiente personalizável.

Learndasch
É outra plataforma que permite criar e até vender cursos. É compatível com smartphones, tablets e pertence ao WordPress.
Parece-me que permite as mesmas funcionalidades do Moodle: a criação de cursos, com as respetivas lições (e tópicos), criar questionários com avaliação e até mesmo passar o respetivo certificado a quem concluiu o curso. Para além disso, permite enviar vídeos ou arquivos, gerir a atividade dos utilizadores dos cursos, gerir relatórios sobre os mesmos, enviar e receber notificações com recurso ao email.
Um senão (e dos grandes!) não consegui aceder a uma versão gratuita!

Lore
Outra plataforma que permite a criação de sites. Podemos registar-nos utilizando a nossa conta do Facebook. No entanto, para a criação do curso, pede a indicação da escola onde leccionamos.
Depois de criarmos o nosso registo, pede para registarmos o nosso curso, definimos o horário e o tempo de duração do curso. Tem várias potencialidades como a possibilidade de este curso ser público ou privado, tem espaço para o fórum de discussão, para o calendário e biblioteca, entre outros.
Podemos convidar os alunos por email ou dar-lhes um código com o qual se registam na plataforma.

 Plataformas de Social Learning 

Edmodo
Plataforma semelhante à do Moodle e ao Schology. Registamo-nos e a partir daí escolhemos as nossas áreas de interesse. A página de entrada é esteticamente interessante (semelhante à do Facebook). É-nos pedido para configurar a nossa sala de aula e criar um grupo.Permite a criação de quiz e de testes com a respetivas avaliações.
Novamente, um entrave, precisamos de entrar com o nome de uma escola, pelo menos para a versão gratuita.

Ellg
Espaço de blogues, com fóruns de discussão. O conteúdo pode ser controlado por restrições de acesso e catalogado por palavras-chave. Permite publicar, organizar e compartilhar materiais de trabalho e de suporte à aprendizagem.

Drupal
Permite a criação de sites. Para o utilizar é necessário instalar o programa e só depois criar o site. Pareceu-me muito mais complicado de utilizar do que o Google Sites e não vi qualquer vantagem no Drupal.

BudyPress
Faz parte da comunidade WordPress e agrega vários blogues ligados à educação.

Grou.ps
Plataforma de social learning que permite a formação de comunidades interativas em torno de interesses comuns.
Admite vários tipos de conteúdo, como fotos, vídeos, arquivos, blogues, wikis ou fóruns.
O grupo criado pode ser livre (aberto a todos), moderado (necessita da aprovação do administrador) ou só para convidados.
O registo pode ser feito pelo Facebook. É possível experimentar uma versão gratuita mas depois a sua utilização é paga.

Plataformas individuais

Social Bookmarking
São serviços online centralizados que permitem aos utilizadores adicionar, anotar, editar e compartilhar bookmarks de documentos web, guardamos os links e as páginas marcadas.
Temos por exemplo, o Delicious, o diigo e o google bookmarks.
Confesso que me registei, no ano passado, no Delicious, no entanto, não gostei e nunca mais o usei. Não só (e não vejo vantagens em ser) utilizadora destes serviços.

Agregação
Numa pesquisa na Wikipédia (acedida a 23 de Junho de 2014), fiquei a saber que por Agregadores entendemos " programas que organizam as informações que são vistas de forma final pelo usuário. Tais programas são receptores de RSS Feed, uma tecnologia que permite a distribuição/recebimento de conteúdo (texto, som, vídeo) sem a necessidade de aceder a um website para poder recebê-lo." (Wikipédia) , temos como exemplo, o iTunes.
Também agregadores de conteúdo, via software, como twitter e agregações via browser, como o Internet Explorer 8, o Firefox ou o Chrome.

Blogging
Blogar tornou-se uma expressão habitual do nosso vocabulário. Permite-nos mostrar o nosso trabalho e exprimir as nossas opiniões. Temos vários sites que nos permitem construir o nosso blogue. Dos mais conhecidos o WordPress e o Blogger. Quando comecei este blogue optei pelo Blogger da Google, pareceu-me mais intuitivo e simples do que o da WordPress, no entanto, confesso que não sei se fiz bem pois parece-me que o WordPress tem outras potencialidades do que o Blogger.

Colaborativas

Google Docs
O Google Docs ou Drive é a nova forma de trabalhar em grupo. Alunos por todo o mundo utilizam-no, quer em regime de eLearning como presencial.
Possibilita a várias pessoas estarem a trabalhar, ao mesmo tempo, no mesmo documento. as alterações são feitas e todos temos acesso ao trabalho que está ser realizado pelos colegas em tempo real. Tem a possibilidade de comunicação via Chat. O processador de tempo poderia ser melhorado mas não é mau.

Twitter
Bom e para terminar temos o Twitter. Confesso que não só fã desta rede social. Para este trabalho criei uma conta mas acabei por deixar este processo em aberto pois logo no início é-nos pedido para identificar quem queremos seguir. Não condiz muito com a minha personalidade. Penso que em algumas profissões poderá ser útil mas continua a não me agradar. Pode ser que um dia me renda... 

Para terminar, o que guardei deste trabalho? O Schology e o Google.Sites. Foi-nos pedido que fossemos originais neste trabalho, confesso que prefiro a eficácia à inovação. Provavelmente não são as escolhas mais originais mas vão ser aquelas que me vão ser úteis no futuro. Criei um site com o Google. Sites que pretendo desenvolver e, para o próximo ano letivo, vou experimentar o Schology com os meus alunos, porque acho que me vai dar uma certa autonomia em relação à escola (que utiliza o Moodle).
 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Grupos, redes e comunidades

No âmbito da disciplina de AVA (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) foi-nos pedido que após a leitura de três textos previamente indicados, fizéssemos uma reflexão sobre a temática: grupos, redes e comunidades. Fica aqui essa reflexão.
Os três conceitos referem-se a formas de organização social com semelhanças e algumas diferenças. A forma como nos juntamos, deliberadamente ou não, as características dessas uniões é que diferenciam os grupos, as redes e as comunidades, sem nos esquecermos que estamos a debater o assunto num contexto digital.
Numa perspectiva psicológica, o grupo é definido como um conjunto humano estruturado no qual vários elementos se influenciam de forma recíproca.
A definição apresentada por Dron e Anderson (2008) vem ao encontro desta, os grupos virtuais são vistos como um conjunto de indivíduos com uma dimensão reduzida, com uma coesão interna, onde os vários elementos se reconhecem como elementos desse grupo. Apresentam, em geral, uma hierarquia definida. Por exemplo, as turmas de ensaio online formam um grupo com um líder, o professor.
Nos grupos, os indivíduos são responsáveis e responsabilizados pelas suas contribuições. Há a salientar a necessidade da criação de um ambiente de confiança dentro do grupo para que este funcione bem.
Ainda segundo Dron e Anderson (2008), as redes são estruturas de maiores dimensões (podem ser formadas por vários grupos), neste caso, há uma partilha de interesses. Como este é um ambiente emergente e embora haja um sentimento de compromisso entre os seus elementos isto não significa que estes se conheçam ou se saiba como evoluirá essa rede, no entanto, são ambientes que criam estruturas que potenciam o conhecimento. Estimulam, por exemplo, o Peer Review, os contributos formais e informais da rede para a área educativa são imensos. Como Anderson (2009) refere as redes sociais tinham inicialmente o objetivo de entretenimento, avançaram nas áreas da aprendizagem informal, mas tem vindo a crescer nos ambientes de educação a distância e mesmo presencial. São cada vez mais os professores de ensino presencial e mais tradicional que utilizam as redes sociais como ferramenta de trabalho para manterem o contacto com os seus alunos, disponibilizando informações suplementares à dada na sala de aula, informações urgentes e até mesmo respondendo às dúvidas dos seus alunos. Obviamente que a utilização das redes sociais na educação é um grande desafio pois estas implicam sempre uma dose de distração.
Os membros das redes sociais criam expectativas em relação a estas, marcando a sua presença, esperam que esta traga benefícios. Sem dúvida, a rede mais conhecida será o facebook com milhões de utilizadores.
Se as redes têm uma dimensão superior à dos grupos, as comunidades têm uma dimensão superior à das redes. As comunidades são definidas por Dron e Anderson (2008) como cyber organismos formados por pessoas que utilizam softwares digitais ligadas por algoritmos. A Google, que a cada click nosso guarda algumas informações e partilha-as dentro da comunidade.
Os grupos, as redes e as comunidades confundem-se e cada um nós faz parte de vários ao mesmo tempo. É uma teia, tal como fora do meio digital. Pertencemos a grupos, formamos redes e construímos comunidades. Indivíduos que partilham interesses, criam expectativas e colaboram, pequenas e grandes dimensões, conhecendo-se ao não, somos seres sociais que criamos laços com os outros.
Para terminar um exemplo apresentado por Dron e Anderson (2008): "For example a formal education class may function as group during a structured semester length session, then many of this group membership may continue to support and query each other as members of a program or alumni network when the course completes - or they may link to, filter or annotale resources listings created by group and Network members thougt ative or passive tagging and aggregation - thus exploiting and contributing to collective." (Dron e Anderson, 2008, p.19).  


Anderson, T. (2009).  Social Networking in Education
http://terrya.edublogs.org/2009/04/28/social-networking-chapter/
Dron e Anderson (2008). Collectives, Networks and Groups in Social Software for E-Learning
http://www.editlib.org/noaccess/26726
 Figueiredo, A. D. (2002). Redes e educação: a surpreendente riqueza de um conceito, in Conselho Nacional de Educação (2002), Redes de Aprendizagem, Redes de Conhecimento, Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, Lisboa.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014


 REA - Poderá a internet tornar-nos mais superficiais?

Na UC de Materiais e Recursos de eLearning foi-nos pedido para produzir um REA sobre um tema trabalhado durante o Mestrado.
Optei por um tema de psicologia, a obra de Nicholas Carr, "Os superficiais".
Podem ver a minha apresentação no slideshare:

http://www.slideshare.net/elisabetesantos733/rea-os-superficiais-elisabete-santos

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bibliografia anotada

Recursos educacionais abertos



Neste e-portfólio dedicado à Inclusão a às novas tecnologias e integrado no projeto europeu SENnet são vários os aspetos focados relacionados com uma educação aberta e a inclusão de alunos com NEE (necessidades educativas especiais) para além dos aspetos focados noutros documentos desta pequena bibliografia, salientamos o esquema apresentado com os 4 R (Rever, Recombinar, Reutilizar e Redistribuir). 



Este site, de conteúdos educativos para o século XXI, fornece-nos uma visão geral do que são Recursos Educativos Abertos (REA), desde a definição do termo dada pelo Unesco em 2002, contextualiza-nos o seu surgimento e a sua disseminação, focando a importância da web 2.0 na dinamização destes recursos. 


Artigo de Costa (2012), foca os benefícios dos REA para alunos e professores. Segundo esta autora, os REA surgiram da necessidade de possibilitar o conhecimento a todos que dele necessitam. A sua utilização permite a adaptação desses materiais envolvendo alunos e criando uma perspetiva de inclusão. Para além disso, também consiste numa inclusão das TIC nos ambientes de ensino/aprendizagem. A autora foca, ainda, o caso português, aquando da utilização dos primeiros REA, pela Universidade do Minho em 2003. Foca outros exemplos de boas práticas de REA em Portugal. Destacamos um aspeto importante: dos objetivos apresentados para o futuro dos REA fica um desafio: a produção de REA pela parte dos alunos.




Este artigo explora o surgimento dos REA, justificando o seu surgimento com os desafios enfrentados pelo Ensino Superior, tratando-se estes, em si mesmos, de um desafio mas também de uma estratégia. Das vantagens apresentadas, salientamos o papel que os REA têm no processo de diluição entre as aprendizagens formais / informais e na promoção da aprendizagem ao longo da vida. Significam, pois, um acesso universal à aprendizagem. Outro dos aspetos focados são as motivações que levam as pessoas a produzirem e a partilharem material gratuitamente. Para o futuro é expectável que os REA venham a ter um grande impacto no currículo, pedagogia e avaliação.


Este slideshare de Campos (2012) expõem-nos o conceito de REA: o que é, como surgiu, como podem estes recursos serem utilizados e integrados em outras atividades, que tipos de ativos digitais podem ser encontrados, os termos da sua utilização, objetivos e exemplos de REA. Uma exposição clara, num dispositivo digital de fácil leitura e compreensão.




 

 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A importância dos fóruns no ensino a distância

 No contexto da disciplina "Avaliação em contexto eLearning", o grupo (maravilhoso) constituído pela Rute Antunes, João Henriques, Manuel Lousa e eu, produzimos esta apresentação em powerpoint para tentar esclarecer um pouco melhor a importância dos fóruns como instrumento de avaliação online.


http://www.slideshare.net/joaohenriques1069/fruns-grupo-1-21788896?utm_source=ss&utm_medium=upload&utm_campaign=quick-view

domingo, 13 de janeiro de 2013

Autenticidade e Transparência na rede


Quando falamos em autenticidade e transparência na rede podemos referir dois aspectos fundamentais:
  • A personalidade de quem publica
  • Os conteúdos e materiais que são publicados
Estes dois aspectos assentam num outro, fulcral para esta problemática: a ética - de quem publica,de quem investiga, de quem utiliza, resumindo de quem está na rede.
  • Quem são e como são verdadeiramente os outros que encontramos na rede?
  • São  as imagens que de nós partilhamos autênticas?
 Estas duas questões colocadas pela Professora Teresa Cardoso, no âmbito da disciplina de Educação Sociedade e Rede, merecem uma especial atenção e refletem a mesma temática: a ética.
São estas questões que vão orientar esta pequena reflexão.

A palavra personalidade deriva etimologicamente de personna (no seu original grego - máscara). No nosso quotidiano nós utilizamos várias máscaras consoante o nosso estatuto e os papéis que necessitamos desempenhar. Comportamos-nos de formas diferentes em ambientes diferentes e com pessoas diferentes e isso inclui a rede. Mas esta forma de estar e de ser é natural e socialmente valorizada, não deixamos de ser autênticos por isso.
Se considerarmos como sinónimos de autenticidade, a identidade e a verdade, significa que não é por utilizarmos máscaras diferentes que deixamos de ser autênticos, porque existe uma unicidade que marca a nossa personalidade, que constitui o nosso eu e nos distingue dos outros. Isto, em situações normais, em que o sujeito pauta a sua vida por princípios morais e éticos. 
Mas na rede, assim como na vida real, podemos encontrar pessoas de má-fé que mentem, enganam com o intuito de ganhar alguma vantagem (até, evidentemente, com intuitos criminosos). E ainda pessoas, que por várias razões decidem "criar" uma outra personalidade na rede, provavelmente, por não estarem satisfeitos com a sua própria vida ou apenas pela adrenalina de viver uma nova experiência. Nestes casos, outra questão se coloca: será que nós estamos realmente interessados em conhecer os outros, ou como acontece muitas vezes nas redes sociais, estamos mais interessados naquilo que os outros pensam de nós? 

Quando nos referimos aos conteúdos publicitados na internet a questão da autenticidade ainda é mais difícil. Ninguém pode ter a certeza de que sou eu, Elisabete Santos, que estou a escrever este texto, no entanto, para todos os efeitos este é da minha responsabilidade, pois sou eu que o assino e este blogue (aparentemente) é da minha autoria (mas mesmo este blogue poderia ter sido criado por outra pessoa no meu nome, quem sabe?).
Por exemplo, quando nos debruçarmos sobre o ensino na modalidade de e-learning, poderão colocar-se vários problemas:
  • O plágio - embora ainda existam muitas destas situações, já existem várias ferramentas digitais que detectam estas situações, como por exemplo,  http://www.ufrgs.br/uab/ferramentas-para-detectar-plagio-em-trabalhos-academicos
  • A autoria do trabalho - como é que nós sabemos que aquele artigo, aquele trabalho foi realizado pela pessoa que o assina ou por um amigo, um familiar ou até por um estranho (que o vendeu), simplesmente não sabemos, excepto se conhecermos muito bem o trabalho dessa pessoa.
Por exemplo, o ano passado lecionei num projeto inovador e muito especial do Ministério da Educação, chamado EDI, http://edi.blog.dge.mec.pt/ que providenciava o ensino do 5º ao 12º ano a alunos que trabalhavam ou viviam em circos e feiras e desta forma estavam impossibilitados (por estarem sempre em viagens) de frequentar as aulas. Este ensino é totalmente online e uma das minhas angústias era não puder ter a certeza se era aquele aluno em concreto que me estava a responder no fórum ou a enviar-me aquele trabalho, na realidade poderia ser um irmão, o pai ou até a avó. É um risco que se corre, no entanto, penso que é um risco que vale a pena correr. Haverá, sempre, pessoas que enganam, mentem, copiam do vizinho do lado (sejam crianças ou adultos) que encontram sempre brechas no sistema (seja ele qual for) para tirar vantagens próprias. Este não é apenas um problema da rede mas sim um problema ético.
Na semana passada fomos confrontados com uma notícia que, também, nos faz pensar na autenticidade na rede. Foi descoberto um artigo, na Wikipédia, sobre uma guerra fictícia entre Portugal e Índia. Este artigo esteve online durante cinco anos e era considerado "um bom artigo". Foi publicado na rede e o erro foi descoberto na rede. O que nos leva, como o Prof. António Teixeira refere (http://www.slideshare.net/MPeL/my-m-pelantonioteixeira ),a considerar que é a própria rede a se auto regular e a controlar a autenticidade do material que lá é colocado.

Concluindo, o problema da autenticidade e transparência na rede coloca-se como em todos os domínios da nossa vida.São criadas imagens (de boa ou má fé) que tentamos transmitir aos outros e somos confrontados com imagens (mais ou menos reais) dos outros a questão é sabermos se somos honestos ou não e se os outros o são ou não, ou seja, trata-se de uma questão ética para a qual não haverá respostas definitivas.
No domínio dos conteúdos e materiais são os próprios utilizadores da rede que terão de aferir essa própria autenticidade. E assim como temos de ter cuidado, quando conhecemos alguém na rede, também temos naturalmente, de ter cuidado com o material pesquisado na rede.

Referências: